O vice-presidente abordou especificamente a estrutura do acordo que, segundo ele, foi cuidadosamente elaborado durante a gestão do ex-presidente Donald Trump. Ele destacou que os benefícios que o Irã poderia obter estão condicionados ao cumprimento rigoroso das cláusulas acordadas. “Posso afirmar com 100% de certeza que eles cumprirãotodos os compromissos? Não, claro que não, pois não posso prever o futuro”, ponderou Vance. Contudo, ele garantiu que o acordo foi projetado para garantir que os interesses dos EUA também sejam atendidos, conectando as concessões de ambos os lados.
Vance também destacou uma evolução significativa nas relações entre os EUA e o Irã, observando que não se via um nível tão elevado de coordenação entre os dois países nos últimos 47 anos. “Nunca tivemos uma tal escala de comunicação direta entre os escalões superiores de sua sociedade e nossa liderança política mais alta. Assim, algo mudou fundamentalmente”, declarou, indicando uma nova fase nas interações entre os dois países.
Além disso, a conclusão de um memorando entre os EUA e o Irã foi confirmada na noite de 15 de junho, com a expectativa de que o documento seja assinado na Suíça em 19 de junho. Essa assinatura não apenas simboliza um passo adiante nas negociações, mas também revela um esforço contínuo para estabilizar as relações no Oriente Médio, uma região marcada por conflitos e desconfianças.
A declaração de Vance e a iminente assinatura do memorando levantam questões cruciais sobre a confiança e a diplomacia em um ambiente tão imprevisível, onde alianças e rivalidades se entrelaçam constantemente.
