Embora não tenham sido registrados outros voos executivos para São Paulo até as 19h daquele dia, várias fontes confirmaram reservadamente a presença dos parlamentares na aeronave, revelando que alguns não conheciam Vorcaro e aproveitaram a oportunidade da “carona”. As mensagens trocadas por Vorcaro, agora sob análise da Polícia Federal e da CPI do INSS, asseguram seu deslocamento para a capital paulista nesse dia, corroborando informações coletadas por redes sociais que indicam que outros membros do grupo também estavam na cidade.
Essa viagem lança luz sobre as amplas conexões de Vorcaro no setor político, uma legitimidade que, segundo interlocutores, ele frequentemente mencionava, sustentando que o sucesso nos negócios no Brasil dependia de “amigos fortes” em Brasília. O banqueiro estava em negociações para vender o Banco Master ao Banco de Brasília para evitar a falência; no entanto, a proposta foi rejeitada pelo Banco Central seis dias após a viagem, culminando na liquidação da instituição em novembro do mesmo ano.
A aeronave utilizada, um Embraer Phenom 300, foi operada por uma cooperativa de usuários, refletindo a movimentação frequente de personagens políticos no espaço aéreo executivo. Registros de comunicação pessoais entre Vorcaro e sua então noiva fornecem uma visão detalhada de sua agenda, incluindo sua chegada em São Paulo e a menção a reuniões na véspera.
Além disso, a relação entre Nogueira e Vorcaro se revela complexa, associada a discussões sobre uma emenda que poderia beneficiar o modelo de negócios do Banco Master. Notavelmente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, também está envolvido em polêmicas semelhantes, tendo realizado diversas viagens em aeronaves ligadas a Vorcaro, conforme documentos recentemente publicados. Moraes, no entanto, negou qualquer associação com o banqueiro ou seu cunhado. Essa teia de vertentes políticas e financeiras se desdobra, envolvendo figuras em posições de destaque e o ambiente delicado do setor bancário brasileiro.





