Conforme informações obtidas por investigações, Bulhões chegou ao hangar de aviação executiva do Aeroporto de Brasília por volta das 15 horas. Pouco tempo depois, mais exatamente às 15h36, o jatinho decolou em direção ao Aeroporto de Congonhas, onde pousou às 16h57, segundo os registros de plataformas de rastreamento aéreo. A coincidência de a viagem ter ocorrido em uma quinta-feira, um dia em que é comum que parlamentares deixem Brasília após as sessões legislativas, acrescenta uma camada de interesse a este episódio.
Surpreendentemente, não há registros de outros voos executivos com destino a São Paulo dispostos ao longo da mesma tarde, o que levanta questões sobre as circunstâncias que cercam essa viagem específica. Alguns passageiros que estavam no voo confirmaram, de maneira reservada, a presença de Bulhões no embarque, o que reforça a autenticidade das informações.
Adicionalmente, mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, que atualmente estão sob a análise da Polícia Federal e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, corroboram o deslocamento do grupo na mesma data. Além disso, publicações em redes sociais também sugerem que os envolvidos estavam efetivamente em São Paulo após o desembarque.
Embora a situação desperte uma série de questionamentos, particularmente sobre as atividades do deputado e suas interações com empresários, Isnaldo Bulhões não se pronunciou oficialmente sobre o caso, deixando no ar indagações que podem impactar sua imagem política e a relação entre os setores público e privado. Este episódio reflete um cenário em que as linhas entre a política e os interesses empresariais muitas vezes se cruzam de maneira controversa.





