Em situações normais, soldados reservistas são convocados para atuar por cerca de 30 a 45 dias por ano. Contudo, a atual guerra em Gaza e outras operações militares levaram muitos deles a serem chamados repetidamente por centenas de dias. Essa situação tem gerado um impacto significativo na vida pessoal e profissional desses reservistas, muitos dos quais enfrentam dificuldades financeiras e problemas familiares devido ao tempo prolongado longe de seus lares e negócios.
A gerência ofusca essa crise ao ver o governo atual, sob a liderança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, implementar isenções de serviço militar para membros da comunidade ultraortodoxa, o que tem gerado tensão e divisões na sociedade israelense. Essa política tem sido alvo de críticas, especialmente considerando que o Exército possui uma necessidade urgente de cerca de 15 mil soldados adicionais para realizar suas operações em Gaza, Líbano e Cisjordânia.
Um aspecto importante a ser destacado é a crescente percepção entre os cidadãos israelenses de que os conflitos atuais são de natureza política, e não existencial. Diferentemente das guerras anteriores de 1967 e 1973 – que eram amplamente vistas como necessárias para a segurança da nação – a atual situação é seguida de ceticismo e desconfiança. Muitos se questionam se realmente há justificativa para o que está acontecendo, especialmente em relação à destruição em Gaza e ao tratamento de reféns.
A dinâmica pública está mudando, com uma parcela significativa da população se mostrando menos favorável às ações do governo e mais crítica em relação ao real propósito dessas guerras. Esse contexto sugere que, à medida que a situação evolui, o Exército de Israel pode enfrentar uma crise não apenas operacional, mas também moral e social, em um momento de crescente pressão para reavaliar suas estratégias e prisões políticas.






