Vereadores protocolam no TCE representação contra compra do Hospital do Coração pela Prefeitura de Maceió com suspeitas de irregularidades.

Um grupo de vereadores composto por Alan Balbino (PSD), Joãozinho (PSD), Fernando Hollanda (MDB), Zé Márcio Filho (MDB) e Gaby Ronalsa (PV) acionou o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para investigar a aquisição do Hospital do Coração pela Prefeitura de Maceió. A transação, que envolveu a compra do hospital por R$ 266 milhões durante a gestão do prefeito JHC, é alvo de alegações de irregularidades e possíveis prejuízos ao erário público.

Os vereadores argumentam que a compra do hospital foi realizada sem cumprir o processo de licitação necessário. As normas vigentes exigem que, nos casos em que o valor ultrapasse R$ 150 milhões, haja a realização de uma audiência pública, previamente divulgada com no mínimo 10 dias úteis de antecedência. No entanto, essa etapa não foi cumprida, gerando dúvidas quanto à transparência do negócio e levantando questionamentos nas redes sociais do prefeito JHC.

Além disso, os vereadores sustentam que a aquisição do Hospital do Coração através de desapropriação é considerada ilegal. Alega-se que a Prefeitura de Maceió agiu de maneira inconstitucional ao publicar no Diário Oficial do Município que a compra ocorreu em decorrência de uma abertura de crédito extraordinário, devido a um excesso de arrecadação. A Constituição proíbe que o prefeito realize operações de crédito que ultrapassem as despesas de capital sem a devida avaliação e aprovação pela Câmara de Vereadores por maioria absoluta. Portanto, os vereadores afirmam que a operação para abertura de crédito extraordinário através de um Decreto do prefeito fere as normas constitucionais.

A representação dos vereadores foi protocolada junto ao Tribunal de Contas do Estado, e essa investigação lançou luz sobre um importante debate no âmbito da administração pública de Maceió. A legalidade e a transparência nos processos de compra e uso de recursos públicos são questões significativas que devem ser acompanhadas de perto.

A conduta do prefeito JHC em realizar operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital sem avaliação pela Câmara de Vereadores também é vedada pela Constituição. Os vereadores destacam em sua ação protocolada no TCE que a operação para abertura de crédito extraordinário realizada por meio de Decreto do prefeito vai contra as vedações constitucionais.

A investigação solicitada pelos vereadores traz à tona preocupações legítimas sobre a transparência e a legalidade dos processos de compra de órgãos públicos e do uso dos recursos públicos em Maceió. É fundamental que o Tribunal de Contas do Estado analise minuciosamente essas alegações e tome as medidas cabíveis para garantir a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos. A população de Maceió aguarda atentamente o desenrolar dessa investigação, que pode ter impacto significativo na gestão da cidade e no uso dos recursos provenientes da indenização da Braskem.

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