Vereadores de São Paulo aprovam aumento de 37% no próprio salário em votação relâmpago de 23 segundos, gerando polêmica.

Na última terça-feira, os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, de forma rápida e simbólica, um polêmico projeto de resolução que prevê um aumento de 37% nos próprios salários. A proposta, de autoria da Mesa Diretora da casa, presidida pelo vereador Milton Leite, teve uma votação que durou apenas 23 segundos, com três votos contrários e uma abstenção.

De acordo com o projeto, o valor do subsídio mensal para a Legislatura a partir de 2025 será de R$ 24.754,79 a partir de janeiro e de R$ 26.080,98 a partir de fevereiro. Atualmente, os vereadores recebem R$ 18.991,68, o que representa um aumento de 30% a partir de janeiro e de 37% a partir de fevereiro.

A rápida votação chamou a atenção, pois entre a abertura da votação por Milton Leite e a aprovação do projeto, passaram-se apenas 10 segundos. Os vereadores Fernando Holiday, Jussara Basso e a bancada do PSol foram contrários à proposta, mas ela mesmo assim foi aprovada e logo promulgada, dispensando a sanção do prefeito Ricardo Nunes.

A Câmara Municipal de São Paulo justificou o aumento salarial com o argumento de que o último reajuste ocorreu em dezembro de 2016 e, desde então, não houve mais correções. Alegaram que o aumento aprovado ficou abaixo da inflação acumulada no período e respeitou o teto previsto na constituição.

Apesar da justificativa, o rápido e simbólico processo de aprovação do aumento salarial dos vereadores gerou críticas e questionamentos por parte da população. A falta de debate e a velocidade com que a proposta foi aprovada levantaram suspeitas sobre a transparência e a ética dos legisladores municipais. Afinal, em um momento de crise econômica e pandemia, um aumento de 37% nos próprios salários é uma decisão controversa e que merece ser discutida com maior seriedade e responsabilidade.

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