Vereadores cobram debate sobre impacto ambiental de megatorres na Lagoa da Anta: projeto bilionário gera preocupação em Maceió.

A construção de cinco megatorres na região da Lagoa da Anta, no coração da Jatiúca, tem gerado preocupação entre os vereadores de Maceió. Durante a inauguração da 23ª legislatura da Câmara Municipal, na manhã dessa terça-feira (4), o projeto bilionário da Record Construtora, que já fechou acordo com o Grupo Lundgren, dono do Hotel Jatiúca, foi um dos temas mais discutidos e deve dominar a pauta legislativa este ano. A questão ganha ainda mais relevância diante da atualização do Plano Diretor da cidade, que segue desatualizado há mais de 15 anos.

Os vereadores demonstram preocupação com os possíveis impactos ambientais que a construção das megatorres pode gerar. Ambientalistas alertam que o empreendimento pode afetar a mobilidade urbana, restringir o acesso da população à região e causar danos significativos ao meio ambiente. Diante disso, os parlamentares defendem a realização de um debate amplo, com participação popular e embasamento técnico.

O vereador Alan Pierre (MDB) já se posicionou contra o avanço imobiliário na área e anunciou sua intenção de apresentar uma indicação para a desapropriação do espaço, transformando-o em um novo parque público para os maceioenses. Outros vereadores, como Rui Palmeira (PSD) e Delegado Thiago Prado (PP), também expressaram preocupações em relação aos impactos ambientais e ao crescimento desordenado que a construção das megatorres pode gerar.

A vereadora Teca Nelma (PT) criticou a falta de planejamento urbano e a defasagem do Plano Diretor de Maceió, ressaltando a importância de regulamentações atualizadas para garantir um crescimento urbano mais sustentável. Por outro lado, o vice-prefeito e secretário municipal de Infraestrutura, Rodrigo Cunha (Podemos), garantiu que o município está atento à preservação ambiental, buscando conciliar investimentos com a proteção do meio ambiente.

O projeto da Record Construtora envolve uma negociação bilionária, com um Valor Geral de Vendas (VGV) que pode chegar a R$ 2 bilhões. A negociação com o Grupo Lundgren está sendo mantida em sigilo, levantando questionamentos e estranhamentos por parte de agentes do mercado imobiliário. Os termos do acordo incluem pagamentos milionários e a assunção de dívidas consideráveis.

Em resumo, a construção das megatorres na região da Lagoa da Anta tem gerado debates acalorados e despertado preocupações entre os vereadores de Maceió. A questão ambiental, o desordenamento urbano, a falta de regulamentações atualizadas e a negociação bilionária envolvida no projeto são aspectos que estão sendo profundamente discutidos e analisados pela Câmara Municipal, que se mostra atenta aos possíveis impactos e desdobramentos desse empreendimento.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo