A vereadora não hesitou em expor suas ideias sobre a desconexão entre a imagem brilhante projetada nas redes sociais e a realidade que a população vivencia. “Nas redes sociais, tudo é colorido e perfeito. Mas quando a tela se apaga, o que é que sobra de verdade?”, indagou, evidenciando o abismo entre a comunicação oficial e a experiência cotidiana dos cidadãos maceioenses.
Em sua análise, Teca destacou a incoerência no discurso de JHC, especialmente em relação à chamada “redução da máquina pública”. Ela criticou o fato de que, enquanto prometia enxugar a administração, o prefeito criou 1.200 novos cargos comissionados, o que, segundo a vereadora, representa um uso político inadequado da estrutura administrativa.
Outro ponto em discussão foi a gestão dos recursos previdenciários destinados aos aposentados. “Falou em transparência, mas jogou R$ 100 milhões dos aposentados no Banco Master e ainda se mantém em silêncio sobre isso”, afirmou, evidenciando a falta de clareza nesse processo.
Na área da educação, Teca Nelma mencionou uma queda nos indicadores de desempenho e as dificuldades enfrentadas por famílias, especialmente aquelas com crianças que possuem necessidades especiais. “Enquanto o feed é bonito, mães atípicas precisam recorrer à Justiça para garantir assistente para seus filhos”, destacou a parlamentar, sublinhando as lacunas no atendimento.
A saúde pública também foi alvo de suas críticas. A vereadora apontou a precariedade nos atendimentos, que ainda ocorrem em estruturas improvisadas, como tendas, e fez referência à fila de creches, a qual, segundo ela, estaria sendo “maquiada” para esconder a realidade.
Por fim, Teca Nelma abordou o polêmico acordo envolvendo a Braskem, questionando a destinação dos recursos. Ela argumentou que, apesar dos bilhões de reais destinados à prefeitura, o repasse ao Fundo de Amparo aos moradores afetados não foi realizado, fazendo o povo parecer “ignorados” nas prioridades administrativas.
Encerrando seu discurso, a vereadora resumiu sua crítica ao questionar: “Ele foi o prefeito do povo ou o prefeito da propaganda?” Esta afirmação ressoou nas redes sociais, ampliando a tensão política em Maceió num momento crucial para o futuro político de JHC.
