O acesso a esse smartphone, segundo a PF, foi registrado a partir de 7 de abril, apenas quatro dias após sua detenção. Até o momento, foram contabilizadas aproximadamente 1.541 mensagens trocadas, incluindo não apenas diálogos com Passos, mas também conversas com familiares e seu advogado. O telefone teria sido utilizado, além de manter contato com o líder da facção, para realizar compras online e pesquisar passagens aéreas.
Esses novos desdobramentos foram revelados em um contexto onde a Justiça decidiu conceder à vereadora a prisão domiciliar, sob a condição de usar uma tornozeleira eletrônica e ficar proibida de frequentar a Câmara Municipal. Tatiana Medeiros conquistou seu cargo nas últimas eleições, obtendo 2.925 votos, mas sua trajetória política agora está marcada por sérias alegações de crime e corrupção.
Tatiana foi presa durante a segunda fase da Operação Escudo Eleitoral, que investiga práticas ilícitas no financiamento de campanhas. A PF apontou indícios de que os recursos utilizados em sua campanha poderiam ter ligações com o crime organizado, sendo parte deles supostamente desviados da ONG Instituto Vamos Juntos, cuja fundadora é a própria vereadora.
Com o cenário se desenhando, a situação de Tatiana é um exemplar marcante de como o envolvimento político pode, em certas circunstâncias, se cruzar com atividades ilícitas. A população aguarda os desdobramentos desse caso, que traz à tona a necessidade de maior rigor no combate à corrupção e à criminalidade nas esferas públicas.
