Em relato à imprensa, a vereadora descreveu a cena como aterrorizante. “Fomos bloqueadas por carros que nos cercaram. Conseguimos escapar e entramos em uma área da aldeia que conta com câmeras de segurança, pois tanto eu quanto a Neusa temos medidas protetivas. Ela acionou o programa de proteção e as escoltas chegaram rapidamente. Havia muitos carros parados e pessoas bloqueando a rua, ameaçando a nós e aos indígenas presentes. Foi desconcertante; eu nunca passei por algo assim antes. Parecia que a nossa vida estava em risco”, expressou Benny, transmitindo seu nervosismo e o impacto emocional que a situação provocou.
Esse episódio foi interpretado pela vereadora como uma intimidação clara contra seu trabalho em defesa dos direitos dos povos indígenas. As crianças que estavam na proximidade demonstraram angústia e medo, intensificando o clima de tensão. “Estamos lidando com uma barbárie. Ameaçaram porque eu vim aqui para apoiar a luta pelos direitos dos povos originários. Estamos agora saindo em um carro blindado e com escolta policial. É uma mistura de medo e revolta”, adicionou Benny, revelando a seriedade da situação.
A equipe que acompanha a parlamentar enfatizou que a visita à aldeia tinha um objetivo institucional. Esta ação faz parte de uma série de encontros realizados em comunidades tradicionais com o intuito de ouvir suas demandas e promover políticas públicas voltadas à proteção dos territórios indígenas. O caso foi formalmenteReportado para as autoridades competentes, que irão investigar a ameaça à segurança da vereadora e dos indígenas presentes. A ação reflete um contexto mais amplo de riscos encarados por defensores dos direitos humanos e minorias em várias regiões do Brasil.
