Vereador propõe transformar espaço do Hotel Jatiúca em parque público na Lagoa da Anta em Maceió para preservação ambiental.

A discussão sobre o futuro da Lagoa da Anta, localizada na Jatiúca, tem ganhado destaque na Câmara Municipal de Maceió. O vereador Alan Pierre (MDB) propôs a transformação da área em um parque público, caso as atividades do Hotel Jatiúca sejam encerradas. Essa proposta surge em meio ao avanço de um projeto bilionário da Record Construtora, que pretende construir cinco megatorres de 15 andares cada, levantando preocupações sobre os impactos ambientais, urbanísticos e na mobilidade.

Pierre destacou a importância de garantir um espaço verde para a cidade, visando a qualidade de vida dos maceioenses e o equilíbrio entre desenvolvimento e meio ambiente. Ele ressaltou a necessidade de um amplo debate sobre o Plano Diretor de Maceió, que deverá ser entregue ainda neste primeiro trimestre. O vereador enfatizou que o desenvolvimento da cidade não pode ocorrer ignorando as questões ambientais e a qualidade de vida da população.

Ao criticar a construção das megatorres, Pierre questionou a priorização da vista para o mar em detrimento da qualidade de vida da população. Ele alertou que o avanço imobiliário precisa ser acompanhado de soluções sustentáveis, não apenas de expansão do concreto na cidade. O vereador ressaltou a necessidade de considerar a compensação ambiental e de respeitar o meio ambiente ao realizar obras na cidade.

Pierre ainda ressaltou que, embora o desenvolvimento imobiliário seja importante, os interesses da sociedade devem prevalecer sobre os interesses individuais. Ele destacou a importância de mais espaços de convivência e áreas verdes para a cidade, em vez de apenas empreendimentos focados na valorização imobiliária e no turismo.

O projeto da Record Construtora envolve um valor de vendas que pode chegar a R$2 bilhões e inclui uma negociação que está sendo mantida em sigilo com o Grupo Lundgren. Agentes do mercado imobiliário questionam a falta de transparência nessa negociação, que deveria ser de conhecimento público dada a relevância do projeto. Além disso, termos do acordo estabelecem que a construtora assumirá uma dívida e realizará pagamentos milionários, totalizando uma cifra expressiva.

Em meio a todas essas discussões, o debate sobre o futuro da Lagoa da Anta e o desenvolvimento de Maceió continuam em pauta, exigindo reflexão, transparência e decisões que priorizem o interesse coletivo e o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental.

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