Vereador Leonardo Dias alerta para impactos do ajuste fiscal proposto pelo Governo Lula em famílias vulneráveis durante pronunciamento na Câmara Municipal.

Na última terça-feira (17), durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Maceió (CMM), o vereador Leonardo Dias, do partido PL, fez um pronunciamento que gerou preocupação entre os presentes. O assunto abordado por Dias foi o chamado ajuste fiscal proposto pelo Governo Lula, que, segundo ele, causará impactos significativos na vida de famílias em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com o vereador, as mudanças propostas pelo governo agravarão a condição de famílias que já se encontram em uma situação delicada, especialmente aquelas que possuem pessoas com deficiência. Leonardo Dias ilustrou seu ponto de vista ao trazer à tona o caso de uma mãe com cinco filhos com deficiência, destacando como as alterações nos critérios do Benefício de Prestação Continuada (BPC) afetarão diretamente essas famílias.

Uma das mudanças propostas é a revogação de um dispositivo que impede que o valor do BPC seja computado no cálculo da renda familiar per capita para a concessão do benefício a outros membros da mesma família. Segundo o parlamentar, essa medida prejudicará famílias que possuem mais de um integrante com deficiência ou idosos acima de 65 anos.

Leonardo Dias fez questão de comparar a situação dessas famílias em vulnerabilidade social com o recente lucro recorde do Banco Itaú, que chegou a R$ 10 bilhões no terceiro trimestre de 2024. O vereador ressaltou a contradição entre a retórica do Partido dos Trabalhadores (PT), que critica os banqueiros em discursos, mas que, na prática, acaba favorecendo esses setores.

Para Dias, as medidas propostas pelo Governo Lula acabam prejudicando os mais pobres e beneficiando os setores mais privilegiados, como os banqueiros. Ele demonstrou indignação com a situação, apontando que enquanto os mais pobres sofrem com cortes em benefícios essenciais, os banqueiros aliados ao governo acumulam lucros exorbitantes. O vereador finalizou seu pronunciamento classificando essa situação como um conluio e não como justiça social.

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