Durante o interrogatório, Francisquinho optou por permanecer em silêncio e recusou a oferta de colaboração feita pela PF. Os advogados do vereador eleito e de outros investigados na chamada Operação Overclean, a qual resultou na prisão de Francisquinho, alegam que no momento não há interesse em negociar acordos de delação, pois consideram que a investigação ainda está em fase inicial e é necessário entender completamente o caso.
Francisquinho foi detido em 10 de dezembro, em Salvador, após arremessar uma sacola contendo quase 200 mil reais pela janela de seu apartamento no momento da abordagem policial. Ele havia sido eleito vereador de Campo Formoso, na Bahia, nas eleições de 2024, e é primo do líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, Elmar Nascimento.
A Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal, tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa envolvida em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo as autoridades, o grupo teria movimentado aproximadamente 1,4 bilhão de reais, com contratos que ultrapassam os 800 milhões apenas em 2024.
Além de Francisquinho, a operação prendeu também o empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, que possui ligações com o União Brasil e figuras influentes da sigla. Ambos os envolvidos estão sob investigação e aguardam os desdobramentos do caso.
