A condenação inicial previa quatro anos de reclusão. Contudo, considerando a ausência de condenações prévias e a não incidência de violência e grave ameaça nos crimes, a pena foi convertida em restrições de direitos. Isso significa que o vereador não cumprirá pena em regime fechado, mas deverá realizar prestação de serviços à comunidade e arcar com uma multa pecuniária.
A investigação que levou à condenação teve início em maio de 2019, quando a polícia passou a receber informações acerca da comercialização de armas, acessórios e munições por parte do vereador. Foram reveladas mensagens no celular do político que indicavam a sua comunicação com um homem que supostamente adquiriu produtos ilegais. Durante uma ação policial na residência deste indivíduo, foram apreendidas armas de fogo, munições de diversos calibres e outros materiais proibidos.
O suposto cliente, ao ser interrogado, reforçou as acusações, afirmando que parte dos itens apreendidos foi adquirida a partir de transações feitas com Chagas Teteu. Além disso, as investigações mostraram que o celular do vereador continha vídeos dele manuseando armas, bem como anotações detalhadas a respeito de valores e transações financeiras vinculadas ao comércio ilegal.
Chagas Teteu, que conquistou uma cadeira na Câmara Municipal em 2024 através do quociente partidário, já havia tentado o cargo em 2004, ocasião em que ficou como suplente. Até o presente momento, tentativas de contato com o vereador por parte da imprensa não resultaram em resposta, embora o espaço para esclarecimentos continue aberto. Essa situação levanta questões importantes sobre a responsabilidade de figuras públicas e os desafios que as autoridades enfrentam na vigilância do comércio ilegal de armas, um problema de relevância crescente em todo o Brasil.





