Vereador do Ceará é condenado por venda ilegal de armas e substitui pena de prisão por medidas alternativas na Justiça

A Justiça do Ceará proferiu uma condenação significativa em relação ao vereador Francisco das Chagas Tavares, popularmente conhecido como Chagas Teteu, membro do Partido Democrático Trabalhista (PDT). A decisão, datada de 27 de março deste ano, culminou na responsabilização do parlamentar por sua participação em um esquema de venda ilegal de armas no município de Ipu, situado no noroeste do estado.

A condenação inicial previa quatro anos de reclusão. Contudo, considerando a ausência de condenações prévias e a não incidência de violência e grave ameaça nos crimes, a pena foi convertida em restrições de direitos. Isso significa que o vereador não cumprirá pena em regime fechado, mas deverá realizar prestação de serviços à comunidade e arcar com uma multa pecuniária.

A investigação que levou à condenação teve início em maio de 2019, quando a polícia passou a receber informações acerca da comercialização de armas, acessórios e munições por parte do vereador. Foram reveladas mensagens no celular do político que indicavam a sua comunicação com um homem que supostamente adquiriu produtos ilegais. Durante uma ação policial na residência deste indivíduo, foram apreendidas armas de fogo, munições de diversos calibres e outros materiais proibidos.

O suposto cliente, ao ser interrogado, reforçou as acusações, afirmando que parte dos itens apreendidos foi adquirida a partir de transações feitas com Chagas Teteu. Além disso, as investigações mostraram que o celular do vereador continha vídeos dele manuseando armas, bem como anotações detalhadas a respeito de valores e transações financeiras vinculadas ao comércio ilegal.

Chagas Teteu, que conquistou uma cadeira na Câmara Municipal em 2024 através do quociente partidário, já havia tentado o cargo em 2004, ocasião em que ficou como suplente. Até o presente momento, tentativas de contato com o vereador por parte da imprensa não resultaram em resposta, embora o espaço para esclarecimentos continue aberto. Essa situação levanta questões importantes sobre a responsabilidade de figuras públicas e os desafios que as autoridades enfrentam na vigilância do comércio ilegal de armas, um problema de relevância crescente em todo o Brasil.

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