De acordo com a assessoria de Fabrício, a abordagem policial foi marcada por violência, levantando sérias questões sobre a conduta dos agentes de segurança. O vereador, que foi detido sob a acusação de desacato, refutou as alegações, afirmando que a sordidez da operação policial não se justificava e que sua prisão se deu em razão de suas críticas à violência perpetrada contra minorias, especialmente sobre populações negras e periféricas.
Em uma declaração contundente, Fabrício apontou que as ações da PM estavam sendo utilizadas como ferramenta política por parte do governo estadual, liderado pelo ex-governador Ronaldo Caiado e pelo atual governador Daniel Vilela. Ele acusou a gestão estadual de “institucionalizar” a atuação da polícia com fins eleitorais, visando silenciar vozes opositoras e cercear manifestações legítimas de protesto. “Estamos voltando aos tempos da ditadura e da censura em Goiás?”, questionou Fabrício, evidenciando sua preocupação com a liberdade de expressão.
Testemunhas e vídeos que circulam nas redes sociais corroboram as alegações do vereador, mostrando a abordagem agressiva dos policiais, que teriam tentado derrubá-lo no chão e até mesmo tomar seu celular. O momento em que um dos oficiais, identificado como major, verifica o aparelho antes de determinar a prisão, gerou polêmica e acendeu um debate sobre a transparência e a ética nas ações policiais.
Até o fechamento desta matéria, tanto o governo de Goiás quanto a Polícia Militar não haviam se pronunciado oficialmente sobre a detenção do vereador e as acusações lançadas por ele. O episódio levanta não apenas questões sobre a relação entre segurança pública e política, mas também sobre os limites da atuação policial em contextos de protesto. A indignação pública cresce à medida que o caso avança, reforçando a importância de um diálogo transparente e responsável no tratamento de questões que envolvem direitos sociais e civis no Brasil.






