Nascido em 14 de agosto de 1972, em Umuarama, Paraná, Laércio se mudou para Mato Grosso em sua infância e, ao longo de mais de duas décadas, estabeleceu sua vida em Barra do Bugres, tanto na esfera empresarial quanto na política. Ele possui uma trajetória diversificada, atuando como técnico em refrigeração e chaveiro — atribuição que lhe conferiu o apelido que o acompanha na vida pública. Além disso, trabalhou nos setores de madeireira, agricultura e transporte de cargas, demonstrando um percurso profissional multifacetado.
A vida política de Júnior Chaveiro começou em 2002, quando entrou no PMN. Desde então, ele tem se lançado em diversas disputas eleitorais. Entre suas tentativas, destacou-se sua candidatura a deputado estadual em 2006, quando obteve 4.392 votos e ficou como quarto suplente. Em 2008, ele foi eleito vice-prefeito de Barra do Bugres e, finalmente, em 2020, conquistou um mandato como vereador, após obter 203 votos.
A denúncia que culminou em sua prisão envolve graves alegações de agressão física contra sua companheira. Os relatos indicam que ele utilizou uma chave de roda para desferir golpes na cabeça e nas pernas da vítima, além de ter mostrado um comportamento extremamente violento, ao ameaçar de morte, morder e tentar sufocá-la. A Polícia Civil informou que a mulher ficou amarrada durante todo o episódio de violência, mostrando a intensidade e gravidade da situação.
Após o caso ser divulgado, Laércio estava foragido desde o final de semana anterior à sua prisão. No momento da denúncia, ele era filiado ao Partido Liberal (PL), mas foi afastado da legenda após a situação se tornar pública. O episódio gerou comoventes reações na sociedade e levantou debates sobre a violência doméstica e a necessidade de mecanismos de proteção a vítimas desse tipo de crime. A situação de Júnior Chaveiro destaca não apenas o desvio de comportamentos na esfera pessoal, mas também a responsabilidade social e política que recai sobre figuras públicas na preservação e promoção de um ambiente seguro e ético.
