Venezuela se destaca como referência regional na proteção de materiais radioativos
A Venezuela alcançou um marco significativo no campo da segurança nuclear ao ser reconhecida como um líder regional na proteção e transporte de materiais radioativos. Durante um importante evento na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena, uma delegação do país, liderada pela Fundação Centro Nacional de Desenvolvimento e Pesquisa em Telecomunicações (CENDIT), apresentou cinco trabalhos científicos que obtiveram a aprovação de um rigoroso comitê de arbitragem.
Esse desempenho distintivo solidifica a posição da República Bolivariana como o país da América Latina e do Caribe com o maior número de contribuições sobre o transporte seguro de materiais nucleares e radioativos. A presidente do CENDIT e representante venezuelana na AIEA, Gloria Carvalho, declarou que a presença do país no evento vai além da simples participação técnica, evidenciando um motivo de orgulho para a nação. Carvalho também fez uma conexão simbólica com o legado do renomado cientista venezuelano Humberto Fernández Morán, refletindo a crença de que a Venezuela possui “os genes do sucesso” científico.
O trabalho que levou a Venezuela a essa proeminência é o resultado de um esforço contínuo entre 2022 e 2025, onde esforços significativos foram feitos para revitalizar materiais nucleares e radioativos obsoletos. Dentre as inovações apresentadas, destacam-se um sistema automatizado para o registro de movimentação de fontes radioativas seladas inativas e uma ferramenta para geolocalização durante o transporte. Esses desenvolvimentos visam aprimorar a segurança e a rastreabilidade de materiais que requerem monitoramento rigoroso.
Além disso, a delegação venezuelana apresentou uma solução inovadora: contêineres do tipo overcontainer, projetados e fabricados exclusivamente com mão de obra local, que oferecem proteção robusta para o transporte de cabeças de fontes de radiação, conforme as normas internacionais da AIEA. Essa abordagem demonstra um compromisso não apenas com a tecnologia, mas também com a pesquisa acessível, utilizando software de código aberto, o que potencializa a colaboração internacional.
O país compartilhou também lições aprendidas na gestão e descarte dessas cargas, representando um modelo para outras nações que enfrentam desafios semelhantes. Esse conjunto de esforços consolidou a Venezuela como o país que mais contribuiu para a conferência, superando outros como Argentina, Brasil, Cuba e Uruguai. Em síntese, a participação da Venezuela no evento não apenas destaca suas inovações tecnológicas, mas também reafirma seu compromisso com a segurança global na gestão de materiais radioativos.
