Um comunicado oficial do governo detalhou que o ataque visaria, segundo eles, a apropriação de recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, além de tentar desestabilizar a independência política da Venezuela. O governo, liderado pelo presidente Nicolás Maduro, assegura que a nação está determinada a resistir a quaisquer tentativas de invasão e que o povo, respaldado pelas suas autoridades, permanecerá firme na defesa de sua soberania, um conceito que, segundo eles, é reafirmado após mais de dois séculos de história.
Para intensificar a resposta à situação, Maduro acionou os planos de defesa nacional. Um decreto de estado de emergência foi assinado, que também autoriza medidas de autodefesa, incluindo a possibilidade de luta armada, caso considerem necessário. O Comando para a Defesa Integral do país foi mobilizado, e Maduro convocou os cidadãos a se unirem em solidariedade contra a agressão.
As tensões se intensificaram ainda mais com relatos de explosões em Caracas, a capital. A madrugada do dia 3 de janeiro foi marcada por incidentes que incluíram a presença de aeronaves sobrevoando a cidade, gerando pânico entre os habitantes. Imagens de uma coluna de fumaça e relatos de cortes de energia próximo a bases militares reforçaram o clima de incerteza.
O ministro das Relações Exteriores afirmou que os eventos em Caracas derivam diretamente da escalada de hostilidades por parte dos Estados Unidos, destacando a necessidade de solidariedade entre nações da América Latina e do Caribe para enfrentar essa possível crise. Nesse contexto, a situação na Venezuela não apenas destaca a fragilidade da paz regional, mas também coloca em evidência os desafios que os países enfrentam ao preservar sua soberania diante de intervenções externas.







