Em um comunicado oficial, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, não poupou palavras ao criticar as ações de Washington, enfatizando que estas constituem “uma nova agressão contra o nobre povo venezuelano” e revelam a incapacidade dos EUA em lidar com sua própria crise interna. O governo venezuelano ressaltou que o objetivo dessas sanções é desviar a atenção da sociedade americana sobre os problemas domésticos, como a grave situação social e econômica que enfrenta atualmente.
O presidente Maduro, em sua fala durante uma celebração em homenagem ao 104º aniversário da Aviação Militar Bolivariana e ao 32º aniversário da Rebelião Cívico-Militar, também se manifestou sobre o tema. Ele afirmou que, se o assunto não fosse tão sério, poderia até mesmo rir das sanções. “Eu diria que é risível e ridículo o que fizeram, mas não farei isso”, declarou o presidente, destacando que esses esforços dos EUA, segundo ele, mostram apenas a incapacidade de vencer a resistência venezuelana.
Além disso, Maduro lembrou que a história recente do seu país é marcada por tentativas externas de derrubar o governo, as quais, segundo ele, foram sempre frustradas. “O império estadunidense tentou todos os seus manuais, todas as suas fórmulas, e não conseguiu vencer a Venezuela”, afirmou em sua fala. Este evento foi realizado na Base Aérea El Libertador, no estado de Aragua, e simbolizou não apenas a resistência militar, mas um chamado à unidade e à continuação da luta por soberania.
Essas novas sanções e as respostas do governo venezuelano ressaltam a continua tensão nas relações entre Caracas e Washington, com o governo dos EUA aplicando medidas que podem ter impactos diretos sobre a já fragilizada economia do país, enquanto a administração venezuelana se apresenta como um baluarte contra a interferência externa.
