Rodríguez enfatizou, em entrevista a jornalistas após sua passagem pela Corte Internacional de Justiça em Haia, que tal ideia é inaceitável e, para os venezuelanos, a defesa da independência nacional é um valor inegociável. “Isso não está em discussão e nunca estará, porque, se há algo que os venezuelanos possuem, é amor pelo nosso processo de independência. Continuaremos defendendo a integridade e a soberania do nosso país”, afirmou com firmeza.
A polêmica em torno da possível anexação da Venezuela começou a ganhar destaque nas últimas semanas. Em uma conversa com um jornalista da Fox News, Trump foi citado como alguém que está seriamente considerando a ideia de incorporar o país latino-americano aos Estados Unidos. Essa não é a primeira vez que Trump faz alusão a esse tema; em março de 2026, durante um discurso que parabenizava a seleção venezuelana de beisebol pela vitória sobre a Itália, o presidente insinuou que o sucesso da equipe estava relacionado à cooperação entre Caracas e Washington, levantando preocupações sobre suas intenções.
As relações diplomáticas entre os dois países têm estado sob forte tensão. Recentemente, os Estados Unidos realizaram um ataque aéreo contra Caracas, que visava capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Além disso, Trump expressou intenção de controlar os vastos recursos petrolíferos da Venezuela, o que exacerba ainda mais as inseguranças regionais.
Rodríguez também comentou sobre a atual agenda diplomática de seu governo, destacando um compromisso com a cooperação, mas ressaltou que a soberania da Venezuela nunca estará à venda. Essa afirmação é um reflexo do desprezo do governo venezuelano por ideias que suscitariam controvérsias sobre a independência nacional em um contexto onde a soberania é um tema central para o país.
Os desdobramentos dessa situação prometem continuar a alimentar o debate nacional e internacional sobre a autonomia da Venezuela diante das intervenções externas, especialmente das potências ocidentais.





