Gil enfatizou a necessidade de aproveitar essa oportunidade para desenvolver um relacionamento mais produtivo e significativo entre a Venezuela e estes países. Ele destacou que a Venezuela está disposta a engajar em uma nova e intensa agenda de trabalho, reafirmando assim o compromisso do governo venezuelano com a diplomacia e a cooperação internacional.
Esse movimento diplomático surge em um contexto delicado para a Venezuela, que recentemente enfrentou um ataque brutal de forças norte-americanas em sua capital, Caracas. O ataque resultou na morte de várias pessoas e no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Em meio a esta crise, Delcy Rodríguez, que ocupava a vice-presidência antes de assumir a presidência interina, tem deixado claro que a soberania do país é mantida por seu povo e suas instituições, e não por intervenções externas.
O fortalecimento das relações com países europeus é visto como um passo estratégico pelo governo venezuelano, enquanto busca recuperar sua posição no cenário internacional e minimizar o impacto de sanções e pressões externas. A reabertura do diálogo com a União Europeia e outros parceiros estratégicos pode ser fundamental para a Venezuela, oferecendo um caminho para a recomposição das relações diplomáticas, que têm sido tensas nos últimos anos.
A busca por novas parcerias e o fortalecimento das conexões internacionais são vistas como essenciais para o futuro do país, que continua a enfrentar um panorama complexo de desafios políticos e econômicos. No entanto, o governo reitera sua determinação em manter a autonomia e a autodeterminação, resistindo a qualquer forma de ingerência externa. Este novo capítulo nas relações internacionais da Venezuela pode indicar uma mudança significativa na política externa do país, além de renovar esperanças de estabilidade e diálogo no continente.
