Menéndez ressaltou que, embora a escassez de recursos financeiros não seja uma novidade, a retenção desses ativos é insustentável, especialmente em um momento de tragédia nacional. Ele enfatizou a urgência dessa questão, clamando por um fim imediato das sanções econômicas que, segundo ele, têm estrangulado a economia venezuelana desde o início da pandemia da COVID-19. O vice-presidente apresentou um panorama desolador, afirmando que os recursos sob retenção deveriam ser liberados para ajudar na construção de um futuro melhor para o povo venezuelano.
Como geógrafo e planejador urbano, Menéndez também compartilhou suas reflexões sobre o planejamento urbano em resposta aos desastres naturais. Ele apontou a vulnerabilidade de cerca de 40% da população que reside ao longo da costa entre Caracas e Puerto Cabello, local onde as estruturas urbanas são especialmente suscetíveis a terremotos. A análise técnica do ministro indicou que muitas áreas habitadas estão construídas sobre leques aluviais complexos e próximo a falhas tectônicas, o que agrava o impacto de tais desastres.
Menéndez defendeu uma abordagem mais sustentável e integrada ao planejamento urbano, argumentando que é preciso projetar em harmonia com a natureza, em vez de tentar dominá-la. Ele criticou as práticas tradicionais que priorizam a canalização de corpos d’água e a contenção de fenômenos naturais, promovendo uma mudança radical nas diretrizes do planejamento territorial.
Por fim, o ministro ressaltou a importância de agir rapidamente para apoiar as vítimas dos recentes terremotos, enfatizando que a prioridade deve ser o cuidado e o respeito às famílias afetadas. Ele informou que as operações de remoção de escombros estão sendo conduzidas com atenção, visando resgatar corpos e proporcionar um encerramento digno para os que perderam entes queridos. Em um apelo final, Menéndez questionou os detentores de ativos venezuelanos no exterior sobre a relevância de liberar esses recursos para a reconstrução do país, sublinhando que esse gesto seria um verdadeiro ato humanitário.
