Venezuela pede liberação de ativos retidos para acelerar reconstrução após terremotos devastadores, afirmam autoridades locais.

Durante uma recente visita ao acampamento provisório “César Rengifo”, que abriga famílias afetadas pelos terremotos que ocorreram na Venezuela em 24 de junho, o vice-presidente setorial de planejamento, Ricardo Menéndez, fez um apelo contundente à comunidade internacional. Acompanhado pelo Ministro da Cultura, Raúl Cazal, Menéndez pediu a liberação dos ativos venezuelanos bloqueados no exterior, destacando que esses recursos são essenciais para a reconstrução do país.

Menéndez ressaltou que, embora a escassez de recursos financeiros não seja uma novidade, a retenção desses ativos é insustentável, especialmente em um momento de tragédia nacional. Ele enfatizou a urgência dessa questão, clamando por um fim imediato das sanções econômicas que, segundo ele, têm estrangulado a economia venezuelana desde o início da pandemia da COVID-19. O vice-presidente apresentou um panorama desolador, afirmando que os recursos sob retenção deveriam ser liberados para ajudar na construção de um futuro melhor para o povo venezuelano.

Como geógrafo e planejador urbano, Menéndez também compartilhou suas reflexões sobre o planejamento urbano em resposta aos desastres naturais. Ele apontou a vulnerabilidade de cerca de 40% da população que reside ao longo da costa entre Caracas e Puerto Cabello, local onde as estruturas urbanas são especialmente suscetíveis a terremotos. A análise técnica do ministro indicou que muitas áreas habitadas estão construídas sobre leques aluviais complexos e próximo a falhas tectônicas, o que agrava o impacto de tais desastres.

Menéndez defendeu uma abordagem mais sustentável e integrada ao planejamento urbano, argumentando que é preciso projetar em harmonia com a natureza, em vez de tentar dominá-la. Ele criticou as práticas tradicionais que priorizam a canalização de corpos d’água e a contenção de fenômenos naturais, promovendo uma mudança radical nas diretrizes do planejamento territorial.

Por fim, o ministro ressaltou a importância de agir rapidamente para apoiar as vítimas dos recentes terremotos, enfatizando que a prioridade deve ser o cuidado e o respeito às famílias afetadas. Ele informou que as operações de remoção de escombros estão sendo conduzidas com atenção, visando resgatar corpos e proporcionar um encerramento digno para os que perderam entes queridos. Em um apelo final, Menéndez questionou os detentores de ativos venezuelanos no exterior sobre a relevância de liberar esses recursos para a reconstrução do país, sublinhando que esse gesto seria um verdadeiro ato humanitário.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo