Delcy Rodríguez, presidente interina, fez declarações a partir do Palácio de Miraflores, destacando a suposta “maturidade” do povo venezuelano diante da agressão sofrida. Rodríguez enfatizou que o ataque, perpetrado por uma potência nuclear, não apenas revelou a vulnerabilidade do país, mas também catalisou uma transformação na consciência nacional. Segundo ela, as instituições do país se ativaram imediatamente após os eventos, com o Supremo Tribunal de Justiça confirmando sua posição como presidente interina.
Além disso, Rodríguez comentou sobre suas conversas com líderes americanos como Donald Trump e Marco Rubio, ressaltando a importância do diálogo e do respeito mútuo nas relações diplomáticas. Essa postura, segundo ela, abre espaço para uma agenda que poderia superar as divergências históricas entre Venezuela e Estados Unidos.
No entanto, a análise do especialista Amaranto Vargas apresenta uma visão mais cética sobre a situação interna. Para ele, apesar do alarde relacionado ao sequestro de Maduro, a estrutura de poder na Venezuela permaneceu inalterada. Vargas argumenta que o chavismo continua a governar com os mesmos protagonistas de antes do ataque, enquanto a oposição não demonstrou uma resposta clara ou eficiente.
A tônica dessa nova realidade internacional, segundo Vargas, é a necessidade de realizar negociações com uma potência nuclear que atua de forma errática. Ele observa que a Venezuela se vê obrigada a equilibrar sua posição soberana em um cenário de pressões externas, especialmente relacionadas ao governo dos EUA.
O analista também enfatiza que o governo venezuelano tem se mostrado cauteloso nas ações tomadas durante esse mês tumultuoso, destacando reformas relevantes, como as relacionadas à Lei de Hidrocarbonetos. Para Vargas, essa prudência e a continuidade na liderança de Delcy Rodríguez têm contribuído para a estabilização do país após os eventos alarmantes de janeiro.
Entretanto, um dos principais desafios que o movimento popular enfrenta, conforme aponta Vargas, é manter a unidade em meio a pressões externas. Ele observa que a retórica manipulativa do governo americano e a desinformação nas redes sociais têm semeado divisões. A necessidade de uma agenda informativa eficaz que desmantele essas narrativas se torna urgente para proteger o processo revolucionário e garantir a coesão do povo venezuelano em tempos tão difíceis.






