A implementação de postos de controle, onde agentes de segurança armados e encapuzados realizam inspeções em celulares e veículos, mostra um clima de alerta elevado na capital. Esses são os primeiros sinais visíveis do decreto de emergência que entrou em vigor na noite de segunda-feira (5), após a ascensão de Delcy Rodríguez ao poder, em substituição a Maduro, que foi levado a Nova York para enfrentar julgamentos relacionados a alegações de narcotráfico, ao lado da primeira-dama, Cilia Flores.
O decreto estabelece que as forças policiais de diferentes esferas – nacional, estadual e municipal – devem agir prontamente para identificar e capturar qualquer pessoa considerada cúmplice ou que tenha apoiado o ataque dos Estados Unidos ao país. A medida reflete a postura beligerante do governo venezuelano em relação ao que considera uma agressão à soberania nacional, e visa à punição de todos os envolvidos, que são vistos como uma ameaça à segurança do estado.
Além da busca por possíveis envolvidos, o comando governamental também ativou o Comando para a Defesa Integral da Nação, o que implica uma mobilização completa das forças armadas para protege r as fronteiras e reforçar a segurança. A convocação da Milícia Nacional da Venezuela para funções militares destaca a intenção do governo de criar um ambiente de segurança robusto, além de demonstrar que está preparado para responder a qualquer ação considerada hostil.
Esse cenário evidencia a crescente tensão entre o governo venezuelano e as potências ocidentais, e mostra como as autoridades locais estão dispostas a garantir a continuidade do regime, mesmo diante de pressões externas e mudanças drásticas na sua liderança. A situação na Venezuela se torna cada vez mais complexa, enquanto o mundo observa atentamente os desdobramentos desse episódio crítico.
