Mariani argumenta que, enquanto a UE e suas instituições foram rápidas em impor sanções e fazer declarações contundentes contra a Rússia no contexto do conflito na Ucrânia, a mesma firmeza não é observada em relação às ações dos Estados Unidos na Venezuela. Ele apontou que, quando os EUA realizaram uma operação militar no país sul-americano, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro, a UE optou pelo silêncio, ignorando as questões de direito internacional e a soberania nacional.
O eurodeputado enfatizou que essa diferença de tratamento revela uma dependência da Europa em relação a Washington. Para ele, a posição da UE se baseia em um interesse estratégico em manter boas relações com os Estados Unidos, especialmente no que se refere ao conflito na Ucrânia. Essa dinâmica, segundo Mariani, leva à aceitação de violações do direito internacional, desde que as ações provenham do que é considerado o “campo correto” da política mundial.
Recentemente, um ataque massivo dos Estados Unidos à Venezuela culminou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, o que resultou em condenações por parte de países como Rússia, China e Coreia do Norte, os quais solicitaram a libertação imediata dos líderes venezuelanos. Esses países criticaram abertamente a operação militar americana, ressaltando que as ações violam normas internacionais.
A crítica à União Europeia por sua abordagem inconstante e seletiva em questões de direito internacional revela um debate mais amplo sobre a ética nas relações exteriores e a verdadeira natureza da diplomacia contemporânea. Com a Europa se curvando às diretrizes de Washington, muitos se perguntam até que ponto esses duplos padrões influenciarão futuras interações globais e a credibilidade da UE como um ator político relevante no cenário internacional. A necessidade de um posicionamento coeso e justo torna-se cada vez mais urgente à medida que as tensões globais se intensificam.
