A vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, anunciou oficialmente a declaração de estado de emergência para lidar com as consequências desse desastre natural. Em um comunicado, ela fez um apelo à população venezuelana pela união e pela mobilização das autoridades, enfatizando a necessidade de esforços conjuntos para salvar vidas e mitigar os estragos causados pelos tremores.
As informações sobre as áreas mais afetadas indicam que estados como Trujillo, Yaracuy, Carabobo, Aragua, Miranda, a capital Caracas e La Guaira foram particularmente impactados. Em resposta à situação, o governo venezuelano decidiu acionar profissionais da saúde e suspender as aulas em diversas instituições de ensino nos dias subsequentes.
O Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos, embora tenha emitido um alerta para as regiões de Porto Rico e Ilhas Virgens, posteriormente revogou a notificação, ressaltando que os tremores não resultaram em ameaças de tsunami. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) foi responsável pela atualização da magnitude do primeiro tremor, inicialmente reportada como 7,1, e corrigida para 7,5.
Surpreendentemente, a intensidade dos terremotos fez com que efeitos fossem sentidos até mesmo em algumas regiões do Brasil, especialmente no Norte do país. A Defesa Civil do Amazonas informou que moradores em cidades como Manaus, Barcelos e Iranduba relataram ter sentido os abalos, embora não haja registro de vítimas. A cidade de Belém também se manifestou, com o prefeito Igor Normando confirmando que edificações foram evacuadas como medida de precaução.
A preocupação com a força dos tremores é justificada, visto que este foi um dos sismos mais poderosos a atingir a Venezuela em mais de um século. O último incidente significativo dessa natureza ocorreu em 2018, quando um terremoto de 7,3 graus afetou uma ampla área que incluía diversos países da região, como Brasil e Guiana.
A população enfrenta agora um período de incertezas enquanto as autoridades trabalham para avaliar os danos e prestar suporte às vítimas. A solidariedade e a organização serão fundamentais nos próximos dias para enfrentar as consequências desse forte abalo sísmico.





