Rodríguez destacou que este luto serve como um tributo àqueles que, segundo ela, “entregaram suas vidas defendendo a Venezuela e o presidente Nicolás Maduro”. Em seu discurso, ela mencionou a dor que as imagens das vítimas causaram, chamando a atenção para a resiliência do povo venezuelano diante da agressão externa. Além disso, enfatizou que a Venezuela não é um país em guerra, mas sim uma nação pacífica que foi alvo de ataques injustificados.
O ataque ocorrido no dia 3 de janeiro foi desencadeado por alegações do presidente norte-americano, Donald Trump, que vinculou Maduro ao narcotráfico. Após a ação militar, Maduro e Cilia foram levados sob custódia pelas autoridades americanas. O incidente gerou repercussão internacional, e já na segunda-feira seguinte, eles apareceram pela primeira vez em uma audiência judicial nos Estados Unidos, onde enfrentaram graves acusações relacionadas ao narcoterrorismo e ao tráfico de drogas.
Curiosamente, na sequência dos eventos, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos optou por não seguir a narrativa inicialmente defendida pela Casa Branca e não imputou a Maduro a liderança de um suposto cartel de drogas, conhecido como Cartel de los Soles. Em vez disso, ele foi acusado de conspirar para o narcoterrorismo, além de enfrentar acusações sobre posse de armas de fogo e dispositivos explosivos.
A decisão de impor luto nacional e o contexto da situação colocam a Venezuela em um cenário de crescente tensão política, repercutindo não apenas nas relações bilaterais com os Estados Unidos, mas também na percepção internacional da crise interna que ainda perdura no país. A resposta do governo venezuelano reflete a complexidade do conflito e a determinação em resistir às intervenções externas, enquanto o país enfrenta seus próprios desafios internos.
