Venezuela de Maduro: relatório da ONU aponta prisões arbitrárias, tortura e violência sexual como crimes contra a humanidade.

A Venezuela, sob o regime de Nicolás Maduro, vem sendo acusada de cometer uma série de crimes graves contra os direitos humanos, de acordo com um relatório elaborado pela Missão Internacional Independente da ONU. Entre os crimes apontados estão prisões arbitrárias, tortura e violência sexual, que teriam sido cometidos tanto antes quanto após as eleições, resultando na detenção de dezenas de indivíduos, incluindo crianças.

Antes das eleições, o relatório aponta que pelo menos 48 pessoas, entre civis e militares, foram detidas por supostas conspirações contra Maduro. Durante a investigação, foram encontrados casos de tortura, ocorridos enquanto os presos estavam sob custódia das forças de segurança do país. Já após a eleição, 158 crianças teriam sido detidas, resultando em violações gritantes dos direitos humanos, de acordo com o documento.

O relatório da ONU também denuncia que a Venezuela de Maduro teria cometido “graves violações dos direitos humanos” de forma sistemática, caracterizando os atos como crimes contra a humanidade. Os crimes teriam sido realizados com a intenção discriminatória e baseados em motivos políticos, o que configura perseguição contra as vítimas.

A missão da ONU desembarcou em Caracas para realizar a investigação e acompanhar a situação do país durante um período de um ano, entre 1º de setembro de 2023 e 31 de agosto de 2024. O relatório resultante dessa missão revela um panorama sombrio dos direitos humanos na Venezuela, apontando para a necessidade de ações concretas para responsabilizar os responsáveis por tais violações.

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