Antes das eleições, o relatório aponta que pelo menos 48 pessoas, entre civis e militares, foram detidas por supostas conspirações contra Maduro. Durante a investigação, foram encontrados casos de tortura, ocorridos enquanto os presos estavam sob custódia das forças de segurança do país. Já após a eleição, 158 crianças teriam sido detidas, resultando em violações gritantes dos direitos humanos, de acordo com o documento.
O relatório da ONU também denuncia que a Venezuela de Maduro teria cometido “graves violações dos direitos humanos” de forma sistemática, caracterizando os atos como crimes contra a humanidade. Os crimes teriam sido realizados com a intenção discriminatória e baseados em motivos políticos, o que configura perseguição contra as vítimas.
A missão da ONU desembarcou em Caracas para realizar a investigação e acompanhar a situação do país durante um período de um ano, entre 1º de setembro de 2023 e 31 de agosto de 2024. O relatório resultante dessa missão revela um panorama sombrio dos direitos humanos na Venezuela, apontando para a necessidade de ações concretas para responsabilizar os responsáveis por tais violações.







