Cabello ressaltou que a única maneira de o país retomar esses recursos é reintegrando-se completamente ao organismo financeiro internacional. Ele frisou que a iniciativa não tem o objetivo de contrair novas dívidas, mas sim de reaver capital já existente, que será destinado a setores cruciais como energia elétrica, saúde e ao aumento de salários.
O evento, que fez parte da mobilização denominada “Grande Peregrinação”, teve como tema central o apelo pelo fim das sanções impostas pelos Estados Unidos. Durante sua participação, Cabello fez questão de destacar o impacto devastador que as sanções tiveram sobre os venezuelanos, afirmando que estas fazem parte de uma estratégia internacional para desestabilizar o país. Representantes de vários setores locais corroboraram suas declarações, apontando as restrições como uma barreira significativa, que limita o acesso a tecnologias necessárias em hospitais e universidades.
Após um longo período de isolamento em suas relações com instituições financeiras internacionais, a Venezuela parece estar dando passos importantes para reverter essa situação, o que, segundo analistas, pode abrir portas para o acesso a recursos financeiros e contribuir para a reestruturação econômica do país.
Neste contexto, a reaproximação com o FMI não é apenas uma questão financeira, mas também uma tentativa de reaver a soberania econômica da nação, com foco na melhoria das condições de vida da população, que enfrenta desafios significativos devido à crise prolongada. As ações do governo indicam um movimento em direção à busca de apoio e legitimidade no cenário econômico internacional, fundamental para a recuperação do país.
