Rodríguez alertou que qualquer tentativa de agressão militar resultará em um “pesadelo” para os Estados Unidos e enfatizou que a Venezuela está preparada para se defender. A vice-presidente fez um apelo por paz, pedindo que os “falcões” norte-americanos se acalmem, pois uma agressão poderia resultar na desestabilização não só da Venezuela, mas também de toda a América Latina. Ela recordou os impactos significativos do bloqueio econômico vigente, que forçou milhões de venezuelanos a buscar oportunidades em outros lugares, iludidos por promessas de um futuro melhor.
A retórica aumentou ainda mais com a declaração da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que reafirmou a disposição do presidente em usar “todo o poder norte-americano” para combater o tráfico de drogas emanando da Venezuela. O governo venezuelano, por sua vez, rejeita essas acusações, considerando-as um pretexto para justificar uma ação militar.
Além disso, a Rússia também se manifestou sobre a situação, com a representante do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, repudiando qualquer ameaça de uso da força contra países soberanos. Ela expressou solidariedade ao povo e ao governo da Venezuela, evidenciando o impacto global que a tensão na região pode ter.
Diante desse cenário, a perspectiva de um embate entre os dois países se torna cada vez mais alarmante, refletindo não apenas a gravidade da situação venezuelana, mas também suas repercussões potencialmente devastadoras em todo o continente. A comunidade internacional observa ansiosamente os próximos passos nessa complexa crise.