Venezuela alerta EUA: “Intervenção militar será um pesadelo e calamidade” em resposta ao deslocamento de navios militares na região.

Na última sexta-feira, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez declarações enérgicas em resposta ao aumento da presença militar dos Estados Unidos nas proximidades da costa venezuelana, afirmando que uma intervenção militar resultaria em consequências desastrosas para o país norte-americano. As afirmações de Rodríguez surgem após o presidente Nicolás Maduro anunciar, no início da semana, uma mobilização para a formação de milícias nacionais, em preparação para possíveis ações dos EUA. Este movimento foi acelerado pelo deslocamento de sete embarcações militares, entre elas três destróieres, um navio de assalto anfíbio, um cruzador de mísseis e um submarino nuclear, que se encontram agora na região.

Rodríguez alertou que qualquer tentativa de agressão militar resultará em um “pesadelo” para os Estados Unidos e enfatizou que a Venezuela está preparada para se defender. A vice-presidente fez um apelo por paz, pedindo que os “falcões” norte-americanos se acalmem, pois uma agressão poderia resultar na desestabilização não só da Venezuela, mas também de toda a América Latina. Ela recordou os impactos significativos do bloqueio econômico vigente, que forçou milhões de venezuelanos a buscar oportunidades em outros lugares, iludidos por promessas de um futuro melhor.

A retórica aumentou ainda mais com a declaração da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que reafirmou a disposição do presidente em usar “todo o poder norte-americano” para combater o tráfico de drogas emanando da Venezuela. O governo venezuelano, por sua vez, rejeita essas acusações, considerando-as um pretexto para justificar uma ação militar.

Além disso, a Rússia também se manifestou sobre a situação, com a representante do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, repudiando qualquer ameaça de uso da força contra países soberanos. Ela expressou solidariedade ao povo e ao governo da Venezuela, evidenciando o impacto global que a tensão na região pode ter.

Diante desse cenário, a perspectiva de um embate entre os dois países se torna cada vez mais alarmante, refletindo não apenas a gravidade da situação venezuelana, mas também suas repercussões potencialmente devastadoras em todo o continente. A comunidade internacional observa ansiosamente os próximos passos nessa complexa crise.

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