Veneza impõe novas restrições ao turismo, limitando número de visitantes e proibindo uso de alto-falantes, em meio a protestos de moradores.

A cidade de Veneza, na Itália, implementou no último sábado novas restrições ao turismo, com o objetivo de controlar o impacto negativo causado pela exploração excessiva dos visitantes. Agora, está proibido o uso de alto-falantes e foi estabelecido um limite máximo de 25 pessoas por grupo de turistas.

Essas medidas fazem parte de um esforço mais amplo das autoridades locais para diminuir os efeitos do turismo em massa em Veneza, que é um dos destinos mais procurados da Europa. Além disso, no mês de abril, foi iniciada a cobrança de uma taxa de entrada para os turistas que visitam a cidade por um único dia, sem pernoitar.

Enquanto aproximadamente 100 mil turistas se hospedam em Veneza durante os períodos de alta temporada, dezenas de milhares de pessoas visitam o centro histórico diariamente, o que está em desacordo com os cerca de 50 mil habitantes locais, um número que continua a diminuir.

No entanto, essas medidas têm sido alvo de críticas por parte dos moradores de Veneza, que acreditam que as restrições e a cobrança de taxas não são suficientes para resolver o problema do turismo de massa. A taxa de entrada para um dia de visita custa € 5, o que equivale a pouco mais de R$ 28.

Além disso, durante os protestos, os moradores destacaram que as autoridades não estão abordando outro problema importante: a expansão dos aluguéis de curto prazo através de plataformas como o Airbnb, que estão expulsando os moradores locais de longa data. Em Florença, outra cidade italiana afetada pelo turismo excessivo, também foram implementadas medidas como a proibição de novos aluguéis privados de curto prazo no centro histórico e incentivos fiscais para proprietários que optarem por aluguéis de longa duração.

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