Vendedor de capinhas é executado em São Paulo por se recusar a pagar propina à máfia chinesa: caso choca a cidade

O caso do comerciante chinês Zhenhui Lin, morto em 2015 na região da Sé, no centro de São Paulo, chocou o país ao revelar a atuação de um grupo criminoso conhecido como Grupo Bitonga, ligado à Máfia Chinesa. A vítima foi executada após se recusar a continuar pagando propina para os criminosos, que controlam a venda de capinhas de celular na região da 25 de Março.

A investigação policial que apurou o caso revelou detalhes assustadores sobre a extorsão e ameaças cometidas pelo grupo. Todos os envolvidos são naturais da Província de Fujian, na China, e parte das vítimas também era da mesma origem. Segundo depoimentos à Polícia Civil, os criminosos faziam com que os comerciantes pagassem propina para continuar vendendo as capas de celulares, com o risco de serem mortos caso se recusassem.

Zhenhui era um dos lojistas ameaçados pelo Grupo Bitonga e chegou a pagar entre R$ 150 mil e R$ 180 mil em parcelas de R$ 30 mil antes de ser morto. Sua recusa em continuar pagando a propina resultou em sua execução, conforme apontam as investigações.

A captura do líder do grupo, Liu Bitonga, em dezembro de 2019 em Pacaraima, Roraima, foi um golpe significativo nas operações da máfia. O criminoso estava foragido desde 2017 e tinha uma extensa lista de crimes, incluindo homicídio, roubo qualificado, extorsão e organização criminosa.

A ação policial que resultou na prisão de Liu revelou a complexidade e a periculosidade da Máfia Chinesa no Brasil. A sensação de medo e terror entre os comerciantes locais, a maioria de etnia oriental, demonstra o poder e a influência do grupo criminoso. A prisão de Liu Bitonga foi um passo importante no combate a essa organização criminosa, mas mostra o desafio constante das autoridades para lidar com a ameaça que ela representa.

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