O sucesso recente é atribuído, em grande parte, ao novo título chamado Tesouro Reserva, que despertou o interesse dos investidores. Dentre os papéis mais procurados, aqueles indexados aos juros básicos se destacaram, representando 54,5% das vendas totais. Somente as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) contabilizaram R$ 4,05 bilhões, correspondendo a 39,6% do total negociado. O Tesouro Reserva, que funciona de maneira semelhante a contas de bancos digitais, contribuiu com R$ 1,52 bilhão, ou 14,9% do total de vendas.
Além dos títulos atrelados à Selic, os papéis corrigidos pela inflação, que se relacionam com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), contabilizaram 22,5% das vendas, enquanto os prefixados, que oferecem juros fixos já no ato da emissão, representaram 16,1%. No que tange aos novos títulos voltados ao longo prazo, o Tesouro Renda+, criado para auxiliar na formação de aposentadorias, constituiu 5,3% do total, e o recém-lançado Tesouro Educa+ attracted apenas 1,6%.
Esse interesse pelos papéis atrelados à Selic pode ser explicado pelo atual cenário de alta taxa de juros, que se encontra em 14,25% ao ano. Tal contexto torna os investimentos mais atraentes, especialmente para aqueles que visam proteger seus recursos em um ambiente econômico volátil. A atratividade dos títulos também é impulsionada pelas projeções de aumento da inflação nos meses vindouros.
O estoque total do Tesouro Direto, por sua vez, alcançou R$ 251,01 bilhões ao final de maio, um crescimento de 3,61% em relação ao mês anterior e um impressionante aumento de 42,53% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Esse aumento é significativo, dado que as vendas superaram os resgates em R$ 6,06 bilhões.
O número de investidores que aderiram ao Tesouro Direto em maio foi de 267.136, elevando o total para 35.591.801. O crescimento em doze meses foi de 9,53%, enquanto o número de investidores ativos, aqueles com operações em aberto, chegou a 3.592.215—um aumento de 19,19% no mesmo período.
As vendas de títulos de pequeno valor, até R$ 5 mil, refletem a presença de pequenos investidores, correspondendo a 78,1% das 1.192.100 operações realizadas em maio. As transações de até R$ 1 mil representaram sozinhas 54,7%. O valor médio por operação foi de R$ 8.570,70.
Os investidores também mostraram preferência por papéis de curto prazo, com títulos que vencem em até cinco anos representando 46,6% do total. As vendas de títulos com vencimento entre cinco e dez anos totalizaram 34,4%, enquanto aqueles com mais de dez anos corresponderam a 19%.
Criado em 2002, o Tesouro Direto visa facilitar o acesso das pessoas físicas a investimentos de renda fixa, permitindo a compra direta de títulos públicos pela internet. Assim, o governo capta recursos para financiar suas responsabilidades, oferecendo em contrapartida o retorno dos valores investidos com juros que acompanham diversos índices de mercado. Para mais informações, os interessados podem acessar o site do Tesouro Direto.
