A operação, parte da segunda fase chamada Compliance Zero, tinha como objetivo principal a apreensão de aparelhos eletrônicos dos suspeitos, como celulares e notebooks. No entanto, ao chegarem aos endereços visados, os policiais encontraram um cenário de desordem: camas reviradas, roupas espalhadas e, surpreendentemente, os alvos da ação ausentes. O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, por exemplo, teve advogados aguardando na entrada de sua residência durante a operação. Famílias e colegas de trabalho dos alvos apresentaram diversas versões, alegando que alguns indivíduos estavam se exercitando em academias, enquanto outros alegavam estar se mudando.
A programação da operação foi realizada meses antes, e a PF fez um pedido de prorrogação para confirmar os endereços atualizados dos alvos. Porém, esse pedido não foi aprovado pelo relator do caso, o ministro Dias Toffoli, o que contribuiu para o insucesso da ação. Ao todo, foram cumpridos 42 mandados, com o bloqueio de bens que totalizam mais de R$ 5,7 bilhões. O tempo de espera e o suposto vazamento são citados como razões para a falha em capturar os materiais esperados.
Em defesa de Vorcaro, seus advogados alegaram que a presença deles na residência foi uma medida de precaução, especialmente após um ocorrido anterior em que Fabiano Zettel, seu cunhado, foi detido no aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar para Dubai. Essa situação revela a complexidade e a tensão envolvidas nas investigações que giram em torno do Banco Master, um dos principais alvos das autoridades.
