As tensões aumentaram quando forças americanas prenderam Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sob acusações de liderar uma extensa rede criminosa envolvida no tráfico de cocaína. A operação culminou com a captura do casal, que foi finalmente levado a Nova York para enfrentar um processo judicial. As acusações, que se estendem a outros membros do governo venezuelano, colocam Maduro em uma posição delicada, uma vez que crimes como narcoterrorismo e lavagem de dinheiro resultam em penas severas.
Em um panorama mais amplo, a atuação do Vaticano representa um esforço em direção ao diálogo em uma situação marcada pela crise humanitária e política. Parolin procurou obter esclarecimentos do embaixador dos EUA na Santa Sé sobre as intenções americanas para a Venezuela, perguntando se a ofensiva focaria unicamente no narcotráfico ou se tinha por objetivo a mudança de regime. Apesar dos esforços diplomáticos, as tentativas de negociação não prosperaram. Maduro, desatento aos avisos, acreditava que sua posição estava segura.
Fontes afirmam que, mesmo após os alertas, o presidente descartou propostas de asilo, apostando na mudança de cenário político nos EUA como uma forma de preservar seu governo. Durante uma conversa com Donald Trump em novembro, Maduro interpretou o convite para uma reunião na Casa Branca como um gesto amigável, sem perceber as implicações de um aviso direto sobre sua situação. Até a operação militar, o Vaticano e outros intermediários internacionais tentaram, sem sucesso, encontrar uma solução pacífica para a crise, que continua a desafiar a estabilidade da região e o fluxo de refugiados. A recusa de Maduro em aceitar as propostas de saída segura culminou em sua detenção, levantando questionamentos sobre o futuro da Venezuela e a resposta internacional perante a crise.
