Vaticano Tentou Negociar Saída de Maduro para a Rússia Antes de Captura pelos EUA

O recente desdobramento político envolvendo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, marca um momento significativo na dinâmica internacional. O Vaticano, através de seu secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, teria atuado intensamente para negociar uma possível saída de Maduro da Venezuela, oferecendo asilo na Rússia. Essa abordagem ocorreu dias antes da operação militar realizada pelos Estados Unidos, que resultou na captura do líder venezuelano no último sábado, 3 de janeiro. Documentos obtidos revelam que Parolin buscou convencer as autoridades norte-americanas a considerar essa alternativa como um meio de evitar um maior derramamento de sangue e desestabilização na Venezuela, cenário que permanece volátil.

As tensões aumentaram quando forças americanas prenderam Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sob acusações de liderar uma extensa rede criminosa envolvida no tráfico de cocaína. A operação culminou com a captura do casal, que foi finalmente levado a Nova York para enfrentar um processo judicial. As acusações, que se estendem a outros membros do governo venezuelano, colocam Maduro em uma posição delicada, uma vez que crimes como narcoterrorismo e lavagem de dinheiro resultam em penas severas.

Em um panorama mais amplo, a atuação do Vaticano representa um esforço em direção ao diálogo em uma situação marcada pela crise humanitária e política. Parolin procurou obter esclarecimentos do embaixador dos EUA na Santa Sé sobre as intenções americanas para a Venezuela, perguntando se a ofensiva focaria unicamente no narcotráfico ou se tinha por objetivo a mudança de regime. Apesar dos esforços diplomáticos, as tentativas de negociação não prosperaram. Maduro, desatento aos avisos, acreditava que sua posição estava segura.

Fontes afirmam que, mesmo após os alertas, o presidente descartou propostas de asilo, apostando na mudança de cenário político nos EUA como uma forma de preservar seu governo. Durante uma conversa com Donald Trump em novembro, Maduro interpretou o convite para uma reunião na Casa Branca como um gesto amigável, sem perceber as implicações de um aviso direto sobre sua situação. Até a operação militar, o Vaticano e outros intermediários internacionais tentaram, sem sucesso, encontrar uma solução pacífica para a crise, que continua a desafiar a estabilidade da região e o fluxo de refugiados. A recusa de Maduro em aceitar as propostas de saída segura culminou em sua detenção, levantando questionamentos sobre o futuro da Venezuela e a resposta internacional perante a crise.

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