Variante D1.1 do H5N1 da gripe aviária é detectada em vacas leiteiras nos EUA, aumentando temores de pandemia em humanos.

No último dia, um anúncio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos trouxe preocupações sobre a possibilidade de uma pandemia de gripe aviária atingir os seres humanos. Pela primeira vez, vacas leiteiras no país testaram positivo para a variante D1.1 do vírus H5N1, mais perigosa do que a cepa anterior que circulava em fazendas americanas desde 2023.

Essa nova cepa causou mais de 950 casos registrados em 16 estados, afetando aves e mamíferos, e foi associada ao primeiro óbito por gripe aviária nos Estados Unidos. Os trabalhadores rurais infectados relataram sintomas leves da doença. No entanto, a detecção da variante D1.1 em vacas trouxe novas preocupações, já que os mamíferos podem facilitar mutações do vírus, aumentando a transmissão para os humanos.

Os sintomas observados nas vacas infectadas incluem febre, perda de apetite, redução na produção de leite e sinais respiratórios leves. A comunidade médica alerta para a importância da vigilância rigorosa e do monitoramento constante da situação para conter a disseminação da doença.

Além disso, a falta de transparência nas informações por parte das autoridades federais tem gerado preocupações adicionais. Desde a gestão anterior, vários relatórios epidemiológicos foram suspensos, o que dificulta o acompanhamento adequado da evolução da gripe aviária nos Estados Unidos.

Por fim, as autoridades de saúde pública reforçam a necessidade de medidas preventivas para evitar uma possível pandemia de gripe aviária, incluindo a vacinação adequada de aves, a identificação precoce de casos em mamíferos e a manutenção de práticas de higiene e biossegurança nas fazendas e unidades de produção de leite.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo