Segundo análises recentes, o impacto da inflação sobre os preços dos alimentos ainda será um fator crucial, com previsões de uma inflação de 4,6% em 2026, significativamente superior aos 1,4% estimados para 2025. Este aumento nos preços das mercadorias será acompanhado por um cenário de eleições, que poderá gerar volatilidade no câmbio e complicar ainda mais a situação econômica.
Ademais, a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para o consumo, mas essa injeção financeira também trará à tona a necessidade de escolhas mais conscientes e equilibradas por parte dos consumidores. Daniela Jakobovski, diretora de contas de uma consultoria, destaca que mesmo com uma maior disponibilidade de renda, os consumidores poderão optar por redirecionar seus gastos, uma vez que a pressão por controle financeiro continua.
Um fator notável no comportamento dos consumidores nos últimos anos tem sido a ascensão das canetas emagrecedoras. Essas ferramentas têm causado uma transformação significativa nas escolhas alimentares, levando muitos a priorizarem uma alimentação mais saudável e a reduzirem a compra de produtos industrializados. Exemplos de indivíduos que aderiram ao uso dessas canetas mostram como seus hábitos alimentares e, consequentemente, seus gastos com alimentos mudaram drasticamente.
Além disso, o fenômeno das apostas, especialmente entre as classes sociais mais baixas, começa a gerar preocupação. Os gastos com apostas têm crescido tanto que muitos consumidores estão priorizando esse tipo de despesa em vez de alimentos, o que impacta o orçamento familiar e a saúde financeira.
Enquanto o varejo se prepara para o impacto da Copa do Mundo, observa-se uma expectativa de crescimento nas vendas de itens como bebidas e petiscos. No entanto, a maioria dos especialistas acredita que a transição para hábitos de consumo mais saudáveis, impulsionados pelo uso de medicamentos para emagrecimento, trará desafios para a indústria alimentícia tradicional. Nesse contexto, supermercados e marcas de alimentos terão de adaptar suas ofertas para atender a um consumidor em transformação.






