Varejo brasileiro cresce 0,5% em março, acumulando alta de 2,4% no ano e surpreendendo analistas com resultados positivos em setores específicos.

O comércio varejista brasileiro apresentou um desempenho positivo em março, registrando um crescimento de 0,5%. Este resultado vem na sequência de um avanço de 0,7% em fevereiro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse crescimento, o setor acumula uma alta de 2,4% nos primeiros meses de 2023, marcando três meses consecutivos de alta, o que indica uma recuperação gradual do varejo no país.

Este resultado superou as expectativas do mercado, que, segundo análises de especialistas, previam uma estabilidade nas vendas para o mês de março. Em um horizonte de 12 meses, o comércio varejista obteve um crescimento de 1,8%, e, em uma comparação anual, as vendas de março de 2024 registraram uma alta de 0,2%.

Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, comentou que a tendência de crescimento começou a se consolidar no último trimestre de 2022. Ele destacou que, nos últimos seis meses, apenas o mês de dezembro apresentou um desempenho negativo, com uma leve queda de 0,3%. Desde outubro do ano anterior, a maioria dos meses mostrou um comportamento ascendente no varejo.

Entre os setores que mais contribuíram para essa performance positiva, destacam-se os combustíveis e lubrificantes, que cresceram 2,9%, e os segmentos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que tiveram um impressionante aumento de 5,7%. A alta neste último segmento é atribuída, em grande parte, à importação de produtos, como celulares e televisores, cuja variação de preço está intimamente relacionada ao comportamento do dólar. A valorização do real em relação à moeda americana nos últimos meses pode ter influenciado esses preços.

Outros setores que também mostraram resultados positivos foram artigos de uso pessoal e doméstico (alta de 2,9%), livros, jornais e revistas (0,7%), e itens farmacêuticos e de perfumaria (0,1%). No entanto, nem todos os segmentos acompanharam essa tendência de alta. O setor de móveis e eletrodomésticos teve uma queda de 0,9%, enquanto o segmento de hipermercados e supermercados também sofreu, com uma redução de 1,4% — a maior queda desde junho de 2023.

Ao expandir a análise para o varejo ampliado, que inclui vendas de veículos, motocicletas e materiais de construção, nota-se um crescimento de 0,3% em março, resultando em um avanço acumulado de 0,8% no primeiro trimestre do ano. Esses números refletem um cenário de variações importantes, em que, apesar das quedas em alguns segmentos, o comércio varejista brasileiro mostra sinais de resiliência e recuperação em meio a desafios econômicos.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo