Vãos irregulares em estações de trem de São Paulo violam normas da ABNT e dificultam acessibilidade para passageiros.

Inúmeras estações do transporte público de São Paulo apresentam um problema recorrente: o vão entre o trem e a plataforma supera o limite estabelecido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que é de 10 centímetros. Além disso, o desnível entre o local de embarque e o vagão também tem sido um empecilho para os passageiros que utilizam esses sistemas de transporte.

A norma que regulamenta as plataformas é a NBR 14021, que determina que o vão não deve ser superior a 10 cm e o desnível não deve ultrapassar 8 cm. No entanto, a realidade encontrada em algumas estações paulistas está bem distante desses parâmetros estabelecidos. Um dos exemplos é a Estação Aracaré, na Linha 12-Safira, que há anos é um caso de descaso com a acessibilidade. Nessa estação, o vão entre o trem e a plataforma chega a 46 cm na diagonal, obrigando os passageiros a pularem no desembarque e se esforçarem para entrar nos vagões.

Outra estação que chama a atenção pelos problemas de distância entre o trem e a plataforma é a Vila Clarice, na Linha 7-Rubi, com um vão de 20 centímetros. Além disso, o piso da plataforma apresenta buracos, rachaduras e degraus, dificultando ainda mais o embarque dos passageiros.

Essas questões não só dificultam o acesso e a segurança dos passageiros, mas também favorecem a ocorrência de quedas nos trilhos. Tanto o Metrô quanto a CPTM estão cientes desses problemas e têm investido em medidas para minimizá-los, como a instalação de estribos para reduzir o espaço entre o trem e a plataforma e a colocação de portas nas estações para aumentar a segurança dos passageiros.

No entanto, é importante que todas as medidas necessárias sejam tomadas para garantir a acessibilidade e a segurança dos usuários do transporte público em São Paulo. A adequação das estações às normas técnicas estabelecidas é fundamental para proporcionar uma viagem mais segura e confortável para todos os passageiros.

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