O programa nacional de vacinação para gestantes contra o VSR foi iniciado em 1º de setembro de 2024, permitindo que mulheres grávidas recebam a imunização a partir da 28ª semana de gestação. Um grupo de pesquisadores da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido conduziu um estudo com dados de 289.399 bebês nascidos entre 2 de setembro de 2024 e 24 de março de 2025, que inclui aproximadamente 90% dos nascimentos no país durante esse período.
Os resultados desse estudo foram surpreendentes. Durante a análise, foram registradas 4.594 hospitalizações relacionadas ao VSR. Embora 55% dos bebês examinados tenham nascido de mães não vacinadas, esses bebês responderam a alarmantes 87,2% das hospitalizações. Em contrapartida, os recém-nascidos de mães que receberam a vacina pelo menos 14 dias antes do parto demonstraram um risco consideravelmente menor de hospitalização, com uma eficácia estimada em 81,3% quando comparados ao grupo não vacinado.
O epidemiologista Matt Wilson, envolvido na pesquisa, destaca a magnitude da importância dessas descobertas: “Este é o maior estudo até agora sobre o impacto dessa vacina na hospitalização infantil, e os dados fornecem uma evidência robusta da proteção significativa que a vacinação confere contra doenças graves em recém-nascidos.”
Ele ressalta ainda que a eficácia do imunizante é maximizada quando a vacinação ocorre pelo menos quatro semanas antes do parto, com uma eficácia próxima de 85%. No entanto, mesmo quando a vacina é administrada a partir de 10 a 13 dias antes do nascimento, observa-se uma redução de cerca de 50% nas internações em comparação aos bebês de mães não vacinadas. Wilson enfatiza que, embora seja ideal vacinar o mais cedo possível, mesmo uma vacinação tardia ainda oferece algum nível de proteção.
Além disso, o estudo analisou a eficácia da vacina em bebês prematuros, revelando uma proteção de 69,4% quando a vacinação ocorre 14 dias antes do nascimento. Esse dado é crucial, pois esses pequenos são particularmente vulneráveis a infecções graves pelo VSR. A recomendação da Organização Mundial da Saúde sugere que a vacinação no início do terceiro trimestre oferece uma proteção significativa, especialmente para os recém-nascidos prematuros.
Essas revelações não apenas reforçam a importância da vacinação materna, mas também abrem caminho para uma nova abordagem na prevenção de infecções respiratórias em recém-nascidos, garantindo que mais bebês sejam protegidos de complicações graves, promovendo assim um futuro mais saudável.







