A pesquisa envolveu 1.801 pacientes internados por síndrome coronariana aguda em 30 centros de pesquisa distribuídos pelo Brasil. Desses, 67 apresentavam um histórico de AVC. Os participantes foram divididos em dois grupos: um deles recebeu duas doses da vacina contra a influenza durante a internação, enquanto o outro recebeu a vacinação padrão cerca de 30 dias após a alta. O acompanhamento foi feito ao longo de 12 meses.
Os resultados foram significativos. Pacientes que já haviam sofrido um AVC e que receberam a vacinação em doses duplas mostraram uma redução notável nos eventos cardiovasculares e respiratórios durante o acompanhamento. Isso sugere que pessoas com maior propensão a complicações podem se beneficiar imensamente dessa intervenção, como explicou um dos principais pesquisadores do estudo.
Além de contribuírem para a saúde dos indivíduos, as vacinas também oferecem uma camada adicional de proteção cardiovascular ao atuar contra a inflamação causada pela infecção do vírus influenza. Essa inflamação pode gerar coágulos sanguíneos, aumentando os riscos de eventos adversos, especialmente em pacientes que já têm histórico de problemas cardíacos ou AVC.
Os pesquisadores salientam que a administração da vacina durante a internação pode não apenas proteger os pacientes, mas também ajudar na ampliação da cobertura vacinal em grupos vulneráveis. A estratégia, segundo os especialistas, é segura e viável, apresentando um grande potencial de ampliar a proteção entre os pacientes de alto risco.
Embora os resultados sejam promissores, os cientistas destacam que mais estudos à longo prazo são necessários para validar essas descobertas. A vacinação contra a gripe, portanto, destaca-se como um componente essencial no cuidado com pacientes com histórico de doenças cardiovasculares e deve ser considerada uma prática padrão em ambientes hospitalares.




