Durante a 11ª Reunião Anual do NBD em Moscou, a entrada do Uzbequistão foi consolidada com a visita oficial da presidenta da instituição, Dilma Rousseff, ao país, onde se encontrou com o presidente uzbeque, Shavkat Mirziyoev. Essa interação não apenas reforça a importância do Uzbequistão no cenário internacional, mas também sinaliza uma nova era de colaboração entre as nações em desenvolvimento.
Ana Saggioro Garcia, especialista em Relações Internacionais, analisou a relevância desse ingresso, destacando que ele pode servir de exemplo para outros países da região que pertencem à União Econômica Eurasiática, como Cazaquistão e Quirguistão. Segundo ela, esse movimento pode despertar o interesse de outros estados da UEE em se juntarem ao NBD, expandindo os horizontes do banco para além da Ásia Central.
O cenário atual, marcado por sanções unilaterais e desafios econômicos globais, coloca o NBD como uma alternativa viável para países em busca de financiamento. Em sua análise, Garcia enfatiza que a instituição, ao fomentar o uso de moedas locais para transações comerciais, serve como um vetor essencial no processo de desdolarização, permitindo que os países emergentes construam sua própria capacidade econômica.
Essa expansão do NBD reflete não apenas um desejo de diversificação financeira, mas também uma reconfiguração do sistema econômico mundial, onde a soberania nacional e a autonomia nas transações se tornam questões centrais. O banco, portanto, não é apenas um instrumento de crédito, mas uma plataforma que busca corrigir as falhas percebidas em instituições financeiras tradicionais, ampliando seu alcance e influência.
Em suma, a entrada do Uzbequistão no NBD é um marco importante que lanterna a possibilidade de uma nova era de interações econômicas entre países em desenvolvimento, um passo significativo rumo a uma colaboração mais robusta no Sul Global.





