USS George Washington retorna ao Brasil para participar da operação Southern Seas 2024 antes de seguir para o Japão.

O gigante USS George Washington (CVN-73), uma das peças centrais das forças navais dos Estados Unidos, está de volta às águas brasileiras em sua terceira missão na América Latina e região do Caribe. O superporta-aviões com propulsão nuclear participará nos próximos meses da operação Southern Seas 2024 antes de seguir para o Japão, previsto para atracar entre setembro e outubro, após iniciar a viagem em 5 de abril.

O USS George Washington, em funcionamento desde 1992, foi o primeiro porta-aviões com propulsão nuclear americano permanentemente estacionado fora do território continental dos EUA a partir de 2008. Após passar por processos de reabastecimento e revisão de meia-vida em Norfolk, estado da Virgínia, o navio retornou para a Base Naval de Yokosuka, no Japão, após atrasos causados por limitações orçamentárias, totalizando um custo estimado de mais de US$ 2,8 bilhões (R$ 14,3 bilhões).

Popularmente conhecido como GW, o USS George Washington possui impressionantes dimensões, medindo 330 metros de comprimento por 78 metros de largura e deslocando cerca de 110 mil toneladas no mar. Com capacidade para receber uma tripulação de aproximadamente 5 mil militares, o superporta-aviões possui dois reatores nucleares que alimentam as quatro hélices e demais sistemas da embarcação.

Ao longo da circunavegação do continente sul-americano, o George Washington realizará exercícios conjuntos com as forças marítimas de nações parceiras, incluindo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai. A última vez que o navio esteve no Brasil foi em 2015, durante a operação Unitas, onde militares brasileiros e americanos realizaram treinamentos conjuntos.

No último domingo (19/5), O GLOBO acompanhou exclusivamente os exercícios conjuntos entre o USS George Washington e a Marinha do Brasil, realizados entre os litorais do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A operação contou com a participação das fragatas Independência e União da Marinha do Brasil, além de diversas aeronaves americanas e navios de apoio.

Com uma equipe internacional embarcada de 13 nações parceiras, incluindo o Brasil, o USS George Washington visa fortalecer parcerias marítimas e aprimorar a interoperabilidade com países da região. A presença do superporta-aviões em águas brasileiras representa uma oportunidade para reforçar a cooperação e os laços entre as Marinhas dos dois países.

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