No comunicado, a Pró-Reitoria enfatiza a “necessidade de observância integral do calendário escolar” e deixa claro que “não estão previstas nem autorizadas alterações no período de aulas.” Isso inclui a manutenção da forma presencial das aulas, já que mudanças para o ensino remoto ou a utilização de conteúdos gravados não são aceitas. Além disso, os alunos que decidirem participar da greve poderão ter faltas registradas, mantendo a responsabilidade de se submeter às avaliações programadas.
A greve, que envolveria estudantes de diversas áreas, abrange instituições tanto na capital quanto no interior paulista da USP. Entre as unidades participantes estão a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), a Escola Politécnica (Poli) e a Escola de Comunicações e Artes (ECA); no interior, a adesão também é forte em cursos de São Carlos e Ribeirão Preto, incluindo áreas como Química, Educação Física e Psicologia.
Os estudantes apresentam uma série de reivindicações, que incluem melhorias nas condições dos restaurantes universitários e críticas à privatização destes serviços. Demandam também um aumento no valor do auxílio permanência (PAPFE), buscando que este valor corresponda a um salário mínimo paulista. Outras questões levantadas envolvem a ampliação dos programas de permanência estudantil, a defesa de espaços dedicados aos estudantes na universidade e a igualdade nas condições de trabalho entre docentes e funcionários.
Além disso, deve-se mencionar que os alunos já haviam realizado uma paralisação anteriormente em apoio às demandas de funcionários da USP, que também estão em greve com o objetivo de reivindicar reajustes salariais e benefícios. Durante essa ação, estudantes organizados formaram “piquetes” em frente aos prédios institucionais, obstruindo a entrada com mesas e cadeiras como forma de protesto.
O cenário na USP é tenso, e enquanto a instituição mantém sua postura firme quanto ao calendário acadêmico, a luta por melhorias nas condições dentro da universidade continua a mobilizar a comunidade estudantil, que se mostra cada vez mais engajada nas questões que afetam seu cotidiano educacional.







