A jovem procurou ajuda e registrou a ocorrência na Delegacia de Polícia do Jaguaré, além de informar a uma assistente social da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (Prip) da USP. De acordo com relatos, a universidade tomou medidas imediatas após a denúncia, transferindo o suspeito para outro bloco do conjunto residencial. No entanto, a situação se tornou ainda mais complicada, já que a aluna prosseguia encontrando o acusado em diferentes áreas da moradia.
O acusado, após o processo de apuração do caso, foi expulso do alojamento e ficará suspenso das aulas por um período de 120 dias. É importante ressaltar que, ao final deste tempo, ele terá a possibilidade de retornar à universidade. Essa decisão tem gerado debates sobre a segurança e o bem-estar das vítimas em ambientes acadêmicos.
Em um relato publicado anteriormente, a estudante descreveu a interação inicial com o colega como um convite para tomar café, que rapidamente se transformou em uma situação de agressão. Após a recusa dela, o suspeito teria acariciado suas pernas e ombros antes de tentar forçá-la a um beijo. Desesperada, a jovem tentou fugir, mas foi interceptada e acabou sendo vítima de abuso sexual.
O processo investigativo foi conduzido em formato sigiloso, o que impossibilita a identificação da defesa do acusado. A situação expõe não apenas a gravidade do crime em si, mas também levanta questões sobre o suporte que as instituições de ensino oferecem a vítimas de violência. Em um ambiente que deveria promover aprendizado e crescimento, a segurança e o cuidado com os estudantes devem ser prioridades inadiáveis para garantir um espaço seguro para todos.





