Os grandes favoritos para a presidência são Yamandú Orsi, representante da centro-esquerda, e Álvaro Delgado e Andrés Ojeda, ambos da centro-direita. Orsi, que atualmente lidera as intenções de voto com uma faixa entre 40% e 45%, conta com o apoio do ex-presidente José Mujica. Suas propostas incluem um enfoque no combate ao narcotráfico através de medidas de segurança mais rigorosas e o aumento de benefícios sociais para populações vulneráveis.
Delgado, apoiado por Lacalle Pou, apresenta uma proposta de incentivo a investimentos estrangeiros e redução de impostos, tendo entre 20% e 25% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas. Ele busca consolidar uma agenda que visa impulsionar a economia do país em um contexto de escolha eleitoral incerta.
Por sua vez, Andrés Ojeda, um advogado criminalista que ganhou notoriedade ao defender ex-membros da guerrilha Tupamaros, segue na terceira posição com cerca de 15% das intenções de voto. Sua presença na disputa representa uma alternativa radical em um cenário já polarizado.
Com uma população total estimada em 3,4 milhões, aproximadamente 2,7 milhões de eleitores estão registrados para votar. As urnas abriram às 8h da manhã (horário de Brasília) e devem fechar às 19h30, embora possam ficar abertas por mais uma hora se ainda houver pessoas nas filas para votar. Para que um candidato saia vitorioso no primeiro turno, ele precisa obter mais de 50% dos votos válidos. Caso contrário, um segundo turno será realizado no dia 24 de novembro.
Além da escolha presidencial, os uruguaios também irão decidir em referendos importantes. Um deles versa sobre a autorização de operações policiais noturnas de busca e apreensão, um tema controverso que toca diretamente na segurança pública. Outro referendo questiona a possibilidade de reverter a reforma trabalhista implementada no governo Lacalle Pou, que elevou a idade de aposentadoria de 60 para 65 anos. Se esse referendo for aprovado, a idade de aposentadoria retornará ao patamar anterior.
O dia de eleições é, portanto, um marco significativo na política uruguaia, prometendo influenciar não apenas o governo, mas também a vida cotidiana da população com as decisões sobre as políticas sociais e de segurança pública.





