UPAs e hospitais do DF atendem 227 mil pacientes de outros estados, com Goiás liderando os atendimentos, segundo dados do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os hospitais sob a gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) prestaram atendimento a aproximadamente 227 mil pacientes oriundos de outras Unidades da Federação. Este número representa 12% do total de atendimentos realizados em 2025, segundo dados apresentados pelo Iges-DF.

Um panorama mais específico revela que a maioria dos atendidos vem do estado de Goiás, com 208.720 goianos utilizando os serviços das UPAs e hospitais do Distrito Federal. Minas Gerais também se destaca, embora em menor número, com 5.950 atendimentos registrados. O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), um dos principais centros de atendimento da região, registrou 97.594 atendimentos a pacientes de outros estados, enquanto o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) atendeu 102.345 pessoas que não residem na capital.

As UPAs da capital, em particular, contabilizaram 27.052 atendimentos a indivíduos de fora do DF, correspondendo a cerca de 3,06% do total de 884.519 atendimentos realizados durante o ano. Esse cenário ressalta a função das UPAs como pontos de assistência não só para os residentes do DF, mas também para aqueles que vêm de longe em busca de atendimento médico.

O presidente do Iges-DF, Cleber Monteiro, comentou sobre os números, enfatizando a importância do planejamento estratégico na administração da saúde pública da capital. Ele ressaltou que a realidade de atender uma quantidade tão significativa de indivíduos de fora do DF demonstra a relevância do sistema de saúde regional e a confiança que a população deposita nessas unidades de atendimento. Monteiro reforçou que essa demanda crescente requer um comprometimento contínuo com investimentos em infraestrutura, bem como na formação de equipes capacitadas, para garantir um atendimento de qualidade a todos, independentemente de sua origem.

O aumento do número de atendimentos a pacientes de outras UFs evidencia a necessidade de recursos adequados e um planejamento eficaz para sustentar o sistema de saúde, que busca atender não apenas a população local, mas também aqueles que dependem dos serviços do Distrito Federal para cuidados emergenciais e tratamentos médicos. A gestão adequada e a evolução das unidades de saúde se tornam, assim, questões centrais para o futuro da saúde pública na região.

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