As investigações indicam que a adolescente se encontrou com o universitário após conhecê-lo em uma rede social, onde tinham um amigo em comum. Durante o segundo encontro, combinado por mensagens, ambos foram a um shopping e, aparentemente, a insistência do universitário para ficarem em locais mais reservados se tornou um fator preocupante. Ela relatou que, depois de deixar o shopping, ambos foram a um bar, onde o estudante voltou a apresentar comportamentos de insistência um tanto inquietantes.
Segundo o depoimento da vítima, quando se dirigiram ao banheiro do bar, o universitário teria novamente insistido para que ficassem juntos, apesar de suas negativas. Em determinado momento, ele teria agredido a jovem, tomado seu celular e trancado a porta, além de pressioná-la a ter relações sexuais sob coação, mesmo após pedidos para que ele parasse. Os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) corroboram a tese de que houve relação sexual recente.
Uma testemunha chave no caso foi o gerente do bar, que notou um comportamento atípico do casal, que não estava consumindo nada e, quando deixaram o estabelecimento, ele saiu visivelmente nervoso, enquanto a jovem parecia abalada, tentando “limpar as pernas”.
Diante das evidências e relatos, a Justiça decidiu pela prisão temporária de João Pedro, que poderá ser mantida por até 30 dias. Ele foi localizado em casa, em um condomínio em Botafogo, e surpreendeu-se ao ser informado do motivo de sua prisão, negando diretamente a acusação de estupro, mas admitindo a prática de relação sexual com a adolescente. Ele alegou que o ato foi consensual, embora tenha percebido o nervosismo da vítima.






